sábado, 13 de outubro de 2012

Flerte



Como rio que não se detém,
Frente a obstáculos...

Tua essência transbordou-me,
O pequeno frasco.

Lúbrico perfume que o ar embriagou.
Entre sorrisos, olhares copulavam.

Almas líricas deleitavam-se,
Num beijo que aquecia o corpo,
E o coração disparava desenfreado.

Paixão, Desejo sem palavras.

Ao redor, passos dormente.

Um mundo inerte...

Faces de estátua.



Poema de Márcia Costa
Fotografia de Andrey V

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