segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

domingo, 30 de dezembro de 2012

Companheira

Deixei pousar minha boca em tua fronte
toquei-te a pele como se fosses harpa
escorreguei em teu ventre como o vento
e atravessei-te em mim como se fosse farpa

Deixei crescer uma vontade devagar
deixei crescer no peito um infinito
morri da morte lenta do desejo
e em cada beijo abafei um grito

Quando desfolho o livro velho da memória
sinto que o tempo passado à tua beira
é um espaço bom que há na minha história
e foi bonito ter dito companheira

Inventei mil paisagens no teu peito
rebentei de loucura e fantasia
quando me olhavas devagar com esse jeito
e eu descobri tanta coisa que não vias

Havia em ti uma forma grande de incerteza
que conseguias converter em alegria
havia em ti um mar salgado de beleza
que me faz sentir saudades em cada dia

Quando desfolho o livro velho da memória
sinto que o tempo passado à tua beira
é um espaço bom que há na minha história
e foi bonito ter dito companheira



Tema de Pedro Barroso editado no album "Roupas de Pátria, Roupas de Mulher" de 1987

sábado, 29 de dezembro de 2012

Falo de Ti às Pedras das Estradas


Falo de ti às pedras das estradas,
E ao sol que é louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;

Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;

Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!

E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!





Poema de Florbela Espanca em "A Mensageira das Violetas"
Fotografia de Fabien Queloz

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Desde a Aurora


Como um sol de polpa escura
para levar à boca,
eis as mãos:
procuram-te desde o chão,
entre os veios do sono
e da memória procuram-te:
à vertigem do ar
abrem as portas:
vai entrar o vento ou o violento
aroma de uma candeia,
e subitamente a ferida
recomeça a sangrar:
é tempo de colher: a noite
iluminou-se bago a bago: vais surgir
para beber de um trago
como um grito contra o muro.
Sou eu, desde a aurora,
eu — a terra — que te procuro.



Poema de Eugénio de Andrade em "Obscuro Domínio"
Fotografia de Ivan

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Levo-te


Levo-te comigo
Leve
Nas asas do vento
No meu pensamento



Palavras de Dom Platonico
Fotografia de Andrew Lucas

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Prontos e mai nada!



Faltas-me
Como os euros na carteira
Como a água na torneira
Em dia de corte geral.


Apeteces-me
Como me apetece um gelado
Como me apetece uma Seven-Up
Ou um bom arroz de marisco.

Sei-te
De cor e salteado
De trás, de frente e dos lados
Sei-te de todas as maneiras.

Gosto-te
Porque sim
Porque me apeteces
Porque me sabes como ninguém
Porque sei o que me faz bem.

Gosto-te prontos.

E mai nada!





Poema de Encandescente
Fotografia de Guseva Valeriya

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Deito-me a teu lado

Deito-me a teu lado. Sou a tua sombra
no lençol. Vou decifrar a luz dos teus olhos,
não me dás tempo. Os teus dedos tocam-me no rosto,
descem à garganta, começam a soletrar
o mapa do meu corpo: um grão sob a axila, uma pálpebra
que cintila, o rubor do mamilo
e já teus dentes se ocupam
do outro. Pressionas músculos e ossos
ao mesmo tempo que toco ao de leve
um seio, um lábio: quero deter-me no joelho
onde leio quedas na neve
e no ballet. Não me dás tempo. 


Os corpos rodam, as mãos buscam outra terra,
outras águas. Os seios na virilha,
a barriga no pescoço. Estaremos a caminhar
demasiado depressa? Acaricias onde prometo
uma haste de sol. Uma casa voadora
na margem deste mundo tão previsível.
Erigimos com os nossos corpos
a mais efémera das esculturas. As tuas mãos
convidam-me a voar. Agora sou eu
quem não te dá tempo, escavando e descendo
à fenda silenciosa. Ouço-a. Um canto leve
e depois allegro e depois mais fundo. 


Já não sei onde estou, quem sou
sobre as fontes e os rios e os abismos
de ti. Sentas-te, lama delicada, no meu peito
e desces e ajustas os teus ninhos
ao pequeno pássaro que pouco a pouco
se agita. Palpo e bebo e retenho a terra volátil. 


a espuma, a vegetação de coxas, nádegas, mamas e águas
flutuantes. Ora subo ao chão ora me enterro
no ar, no lábio onde começa uma árvore
que se eleva até às nuvens. Não me dás tempo,
eu quero a eternidade mas tu não me dás tempo
para te contemplar. Ânfora nua
que bebo por fora e por dentro.
Dou-te a minha vida em troca da tua.



Poema de Casimiro de Brito
Fotografia de Fazisi

domingo, 23 de dezembro de 2012

Memórias



Lábios que encontram outros lábios
num meio de caminho, como peregrinos
interrompendo a devoção, nem pobres
nem sábios numa embriaguez sem vinho

que silêncio os entontece quando
de súbito se tocam e, cegos ainda,
procuram a saída que o olhar esquece
num murmúrio de vagos segredos?

É de tarde, na melancolia turva
dos poentes, ouvindo um tocar de sinos
escorrer sob o azul dos céus quentes,

que essa imagem desce de agosto, ou
setembro, e se enrola sem desgosto
no chão obscuro desse amor que lembro.





Soneto de Nuno Júdice
Fotografia de Alex


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Poema sobre la ternura



Con ternura sedujiste mi mirada,
con ternura dibujaste mis sonrisas,
con ternura me hiciste caminar mas aprisa,
con ternura tienes mi alma enamorada.

Con ternura atraes mis suspiros,
con ternura entraste en mi corazón y en mi mente
con ternura fuiste paciente
para que fueras parte de mis latidos.

Con ternura me acaricias con tus versos
con ternura eres coqueta
con ternura logras tu meta
con ternura cobijas mis besos.

Con ternura sanas mis heridas
con ternura lograste mi amor
con ternura calmaste el dolor
con ternura me has vuelto a la vida.




Poema de Henry Ricardo
Fotografia de Aul

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O teu riso



Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera , amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.



Poema de Pablo Neruda
Fotografia de Mikhail Gold

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tomara


Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...






Poema de Vinicius de Moraes
Fotografia de Estergom

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Las palabras del amor


Don't touch me now
Don't hold me now
Don't break the spell darling
Now you are near
Look in my eyes and speak to me
The special promises I long to hear

Las palabras de amor
Let me hear the words of love
Despacito mi amor
Love me slow and gently

One foolish world so many souls
Senselessly hurled through
The never ending cold
And all for fear and all for greed
Speak any tongue
But for God's sake we need

Las palabras de amor
Let me hear the words of love
Despacito mi amor
Let me know this night and evermore

This room is bare
This night is cold
We're far apart and I'm growing old
But while we live
We'll meet again
So then my love
We may whisper once more
It's you I adore

Las palabras de amor
Let me hear the words of love
Despacito mi amor
Touch me now
Las palabras de amor
Let us share the words of love
For evermore evermore
For evermore




"Las palabras del amor", de Brian May  no album "Hot Space" de 1982 dos Queen.
Videode 1982 no "Top of the Pops"

domingo, 16 de dezembro de 2012

Toque do telefone


Um telefone ao alcance da mão,
Um número decorado na cabeça
E uma aflição no coração.
É aí que mora o perigo...





Poema de Martha Medeiros, jornalista e escritora brasileira. Colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro.
Fotografia de Popoff



sábado, 15 de dezembro de 2012

Bonita



Primeiro foram as mãos que me disseram
que ali havia gente de verdade
depois fugi-te pelo corpo acima
medi-te na boca a intensidade
senti que ali dentro havia um tigre
naquele repouso havia movimento
olhei-te e no sol havia pedras
parámos ambos como se parasse o tempo
parámos ambos como se parasse o tempo

é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas

atrevi-me a mergulhar nos teus cabelos
respirando o espanto que me deras
ali havia força havia fogo
havia a memória que aprenderas
senti no corpo todo um arrepio
senti nas veias um fogo esquecido
percebemos num minuto a vida toda
sem nada te dizer ficaste ali comigo
sem nada te dizer ficaste ali comigo

é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas

falavas de projectos e futuro
de coisas banais frivolidades
mas quando me sorriste parou tudo
problemas do mundo enormidades
senti que um rio parava e o nevoeiro
vestia nos teus dedos capa e espada
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse no fundo preciso
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse preciso dizer nada

é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim pessoas




Tema com música e letra de Pedro Barroso no álbum "Roupas de Pátria, Roupas de Mulher " de 1987
Video de Manuel Ferreira

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Teu corpo de Agosto

Teu corpo é Agosto
Tu cheiras a verão
por baixo das veias
Tu cheiras a quente
Tu cheiras à febre
do sangue maduro
Teu ventre de orgia
teu cheiro a sodoma
aroma-mulher
Teu corpo de agosto
tem cheiro a setembro.


Poema de Manuela Amaral
Fotografia de Advokat

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Cathy

I’d like to lodge a complaint… with a relevant authority
With each other’s where we ought to be, Cathy
I’m gonna right to the Times, sign it desperate at “Dolphin’s Barn”
Shouldn’t we be in each other’s arms, Cathy?
Cathy, it’s at times like these I wish I wrote like you,
You seem to bend your words to suit your needs,
You melt my heart with your imagery, but I don’t know
How to say it better, than darling since I met you
I haven’t been the same
And I don’t know, all the whys and wherefores
But you’re the one I care for and that will never change Cathy
Oh to be with you tonight, smoke a jay and drink a g and t,
Do whatever’s coming naturally, Cathy
Turn the sheets into sails
Turn the bed into a golden ship
Floating slowly down the Mississippi, Cathy.. Cathy
Cathy can you help me please, you put these things more poetically than me
I’ve sang of how love feels but it’s much harder when it’s all real
And I don’t know
How to make it clearer, than honey when I’m near you
It’s like I’m in a dream, and I don’t know…..in stormy weather
Just to be together is good enough for me.. Cathy… Cathy.. Cathy






Cathy por Rodrigo Leão e Neil Hannon no album "A mãe" de Rodrigo Leão

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Recomecemos



Voltaste para mais perto
vejo na cidade muitos sinais de ti
liturgias, convites e recusas que o amor produz.

Em tudo estarias comigo
mais do que uma saudação interceptada
que se fragmenta e em pedaços cai
sobre mim.

As palavras são cordéis

o desejo letras
o amor é aí.

Onde estiveres te encontre

nada será indiferente
dirás sim ou adeus
sim ou adeus definitivamente.





Poema de José Maria de Aguiar Carreiro em Chuva de Época, Ponta Delgada, 2005
Fotografia de Spiller


domingo, 9 de dezembro de 2012

Confidência

Diz o meu nome
pronuncia-o
como se as sílabas te queimassem os lábios
sopra-o com suavidade
para que o escuro apeteça
para que se desatem os teus cabelos
para que aconteça
Porque eu cresço para ti
sou eu dentro de ti
que bebe a última gota
e te conduzo a um lugar
sem tempo nem contorno
 
Porque apenas para os teus olhos
sou gesto e cor
e dentro de ti
me recolho ferido
exausto dos combates
em que a mim próprio me venci


Porque a minha mão infatigável
procura o interior e o avesso
da aparência
porque o tempo em que vivo
morre de ser ontem
e é urgente inventar
outra maneira de navegar
outro rumo outro pulsar
para dar esperança aos portos
que aguardam pensativos


No húmido centro da noite
diz o meu nome
como se eu te fosse estranho
como se fosse intruso
para que eu mesmo me desconheça
e me sobressalte
quando suavemente
pronunciares o meu nome



 
 
Poema de Mia Couto
Fotografia de Blinoff
 
 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Guarda-me


Deixo sempre uma parte de mim contigo
E a ti volto para a reencontrar
Mas, quando me queres devolver
A parte de mim que contigo fica
Fecho a mão
Não a aceito
Digo:
- Guarda-me mais um pouco
Para ter um motivo para voltar.


 
 
Poema de Encandescente
Fotografia de Andrew Lucas
 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Se eu fosse um dia o teu olhar

Frio
O mar
Por entre o corpo
Fraco de lutar
Quente,
O chão
Onde te estendo
Onde te levo a razão.
Longa a noite
E só o sol
Quebra o silêncio,
Madrugada de cristal.
Leve, lento, nu, fiel
E este vento
Que te navega na pele.
 
Pede-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco +...)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.
 
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
 
Sangue,
Ardente,
Fermenta e torna aos
Dedos de papel.
Luz,
Dormente,
Suavemente pinta o teu rosto a
pincel.
Largo a espera,
E sigo o sul,
Perco a quimera
Meu anjo azul.
Fica, forte, sê amada,
Quero que saibas
Que ainda não te disse nada.
 
Pede-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco +...)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.
 


Tema "Se eu fosse um dia o teu olhar"de Pedro Abrunhosa editado em 1996 no album "Tempo"
Video gravado em 2002 no CCB

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O rosto aquele rosto

Entre portas um aveludado rosto
prenuncia: logo existe o meu espaço.
Eu toco então aquele rosto este rosto
aquele rosto
conheço as mãos no corpo no rosto
o toque desfasado toque
na quase intimidade do olhar
o beijo.

Hoje acabo o desenho das letras
desenho rosto
pronuncio-o e tu és lá
roço nele até à precisão do t
mas o que fica é esta preparação para o beijo
que a vogal me coloca.

Digo o teu nome
os dentes tocam o lábio inferior
e aí começo a saborear-te
toda a boca te trabalha
um som nasal ressoa no crânio
mexe-me.
 


Poema de José Maria de Aguiar Carreiro
Fotografia de Henri Senders


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Irá o sol

Espreitou-te o sol ontem no caminho
Entre nuvens que voavam vadias
Por vales de vento que iludias
Procurou-te o sol ontem de mansinho
 
Desejou-te o sol hoje nos seus braços
Para no seu calor te preencher
Nos raios da sua luz te acolher
Estendeu-te o sol hoje os seus laços
 
Irá encontrar-te o sol p´la manhã
Irás senti-lo cada vez mais perto
De pele nua e de corpo aberto
Irá o sol, irá, tomar-te amanhã




Palavras de Dom Platónico
Fotografia de Talyuka


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

You sexy thing

I believe in miracles
Where are you from you sexy thing (sexy thing you)
I believe in miracles
Since you came along you sexy thing

Where did you come from baby
How did you know i needed you
How did you know i needed you so badly
How did you know i'd give my heart gladly
Yesterday i was one of a lonely people
Now you're lying close to me making love to me

I believe in miracles
Where are you from you sexy thing (sexy thing you)
I believe in miracles
Since you came along you sexy thing

Where did you come from angel
How did you know i'll be the one
Did you know you're everything i prayed for
Did you know every night and day for
Everyday your love has satisfaction
Now you're lying next to me giving it to me

I believe in miracles
Where are you from you sexy thing (sexy thing you)
I believe in miracles
Since you came along you sexy thing

Kiss me (you sexy thing)
Touch me baby (you sexy thing)
I love the way you touch me darlin' (you sexy thing)
You're sexy (you sexy thing)

Yesterday i was one of a lonely people
Now you're lying close to me giving it to me

I believe in miracles
Where are you from you sexy thing (sexy thing you)
I believe in miracles
Since you came along you sexy thing

Touch me
Kiss me darlin'
I love the way you hold me baby
You're sexy
You're sexy (sexy thing you, sexy thing you)
Kiss me baby (sexy thing you, sexy thing you)
I love the way you kiss me darling
(sexy thing you, sexy thing you)
I love the way you hold me
(sexy thing you, sexy thing you)
Keep on loving me darling(sexy thing you, sexy thing you)
Keep on loving me baby
(sexy thing you, sexy thing you)




Tema "You sexy thing" de Erroll Brown
Editado em 1975 pelos "Hot Chocolate"

domingo, 2 de dezembro de 2012

Estes dias que nos separam


Estes dias que nos separam
a presença mesmo que informe
posso desenhar-te
aureolar-te com meus gestos
ler-te em mim.

Os movimentos que faço
lentamente te procriam
e radicam no meu corpo.

Farei do gesto uma cópia
infinita dos gestos dos gestos.




Poema de José Maria de Aguiar Carreiro em "Chuva de Época"
Fotografia de Denisoul

sábado, 1 de dezembro de 2012

Just the way you are

Oh, her eyes, her eyes
Make the stars look like they're not shining
Her hair, her hair,
Falls perfectly without her trying
She's so beautiful,
And I tell her everyday

Yea, I know, I know,
When I compliment her she won't believe me
And it's so, it's so
Sad to think that she don't see what I see
But every time she asks me, do I look okay,
I say

When I see your face,
There is not a thing that I would change
Cause you're amazing,
Just the way you are
And when you smile,
The whole world stops and stares for awhile
Cause girl you're amazing,
Just the way you are, hey

Her lips, her lips
I could kiss them all day if she'd let me
Her laugh, her laugh
She hates but I think it's so sexy
She's so beautiful,
and I tell her everyday

Oh, you know, you know,
You know i'd never ask you to change
If perfect's what you're searching for
Then just stay the same
So don't even bother asking if you look okay,
You know i'll say

When i see your face,
There is not a thing that I would change
Cause you're amazing,
Just the way you are
And when you smile,
The whole world stops and stares for awhile
Cause girl you're amazing,
Just the way you are
The way you are?
The way you are?
Girl you're amazing,
Just the way you are

When I see your face
There's not a thing I would change
Cause you're amazing
Just the way you are
And when you smile,
The whole world stops and stares for awhile
'Cause girl you're amazing,
Just the way you are, yea



Tema de Bruno Mars, Philip Lawrence, Ari Levine, Khalil Walton e Khari Cain, do album "Doo-Wops & Hooligans" de 2010 de Bruno Mars
Video do tema por Bruno Mars