quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Clandestinas Madrugadas

Quando
a noite geme
baixinho
e vagueamos
clandestinas madrugadas

Quando
te encolhes
no meu peito,
silencias nos meus braços
e te fazes tão imensa

Quando
o desejo nos enlaça
e as mãos se libertam,
ansiosas…

Quando
o fogo nos consome
num ímpeto de prazer
e de calor,
há momentos de sonho
e aventura,
há rios de amor
e de ternura,
Há lábios de fogo
e de loucura,
há palavras rubras
de desejo,
há infinitos por detrás
de cada beijo,
há um corpo ardente
que se abraça
sedento de beber
na mesma taça…


Poema de Albino Santos em "Gotas de luz"
Fotografia de Veronique Vial

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