sexta-feira, 1 de março de 2013
Uma corrosão de líquidos
Uma corrosão de líquidos
no copo do teu riso: como se a tua boca
trouxesse as chuvas ácidas
da noite; e as tuas frases queimassem
a terra dos corpos.
Bebo-te, no entanto; e
ardes por dentro de mim. O teu amor
espalha-se-me pelas veias, sobe
até à cabeça, explode pelos olhos
e pelos ouvidos com que te
vejo e ouço.
O halo das ocasiões
envolve-nos. Até ao fim da noite,
e pelo meio da vida.
Poema de Nuno Júdice
Fotografia de AC
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